Cabo Bebeto critica gestão do Ronda no Bairro e alerta para grande recrutamento de civis: "virou um grande cabide de emprego"
Parlamentar citou a prisão por tráfico de drogas de um agente para questionar o monitoramento e a seleção dos recrutados.
O deputado estadual reeleito Cabo Bebeto (PL) usou as suas redes sociais neste sábado (10) para criticar a gestão do programa Ronda no Bairro, desenvolvido e realizado pelo Estado de Alagoas e emprega militares e civis no reforço de policiamento em regiões com grande movimentação. O parlamentar citou a prisão por tráfico de drogas de um agente para questionar o monitoramento e a seleção dos recrutados.
Na ocorrência, atendida pela Polícia Militar, Bebeto diz que militares foram acionados para conter uma briga familiar envolvendo o agente do Ronda no Bairro e seu irmão. Na casa do recrutado, os policiais encontraram uma espingarda calibre 12, uma espingarda de pressão, dois quilos de crack e 34 quilos de maconha.
A partir do ocorrido, Bebeto chamou atenção sobre a responsabilidade da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), que desenvolve o programa, na contratação dos agentes. Ele também descreveu que a gestão usa o programa como um "cabide de empregos" e alertou para a contratação de civis em excesso.
"De alguns meses pra cá, houve uma movimentação gigantesca no Ronda do Bairro. Eu já cheguei a encontrar guarnições com dois ou três civis, guarnições com dois civis e um militar, três civis e um militar. Ou seja, o que ficou claro pra gente nesses últimos meses é que foi feito um cabide de emprego absurdo no Ronda do Bairro, desvirtuando o serviço e a finalidade daquele programa de governo", disse.