Os permissionários do Centro de Abastecimento de Alagoas (CEASA) cruzaram a cidade em carreata nesta quinta (8) para protestar contra o Projeto de Lei nº 2.123/2026, que determina a transferência da gestão do local, que hoje é do Estado, para a iniciativa privada por até 60 anos. O comboio partiu da central, passou pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e finalizou na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

De acordo com os comerciantes, o projeto foi construído sem o diálogo e consulta a quem trabalha no local. Os trabalhadores temem que a nova gestão aumente o custo do aluguel e argumenta que a ação poderia afetar a população devido a um aumento forçado dos produtos.

O permissionário Robson Menezes, de 49 anos, alegou que o Governo não alegou o motivo de articular uma concessão. "Qual o interesse de fazer uma privatização sem que os comerciantes participem (da discussão). Se o motivo (da concessão) é déficit, nós podemos assumir o CEASA e prestar contas ao governo"

Já o comerciante Rafael Lima, de 36 anos, externou o receio de mudanças bruscas na administração. "Será que eles vão querer multa na gente, aumentar o valor das nossas áreas? Por que o poder de compra já tá difícil pra gente", disse

Encaminhado pelo governador Paulo Dantas, o PL permite que uma empresa comande o complexo por 30 anos, podendo ser prorrogados por mais 30. O texto foi aprovado na ALE em primeiro turno e aguarda votação em segundo turno. Caso seja aprovado novamente, o projeto segue para a sanção governamental.