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Alagoas
POLÍTICA

"Vamos entrar para a história e virar no segundo turno”, afirma Cauê Castro

Marianna Carvalho

Militantes em Alagoas começaram a organizar a mobilização para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. À frente da coordenação do grupo, Cauê Castro definiu a prioridade: buscar o voto de quem não foi às urnas em 4 de outubro e ampliar a vantagem do presidente Lula (PT) no estado.

"A eleição não acabou no dia 4. Ela começa de novo agora, e começa empatada. Tem mais gente que ficou em casa do que a diferença que nos separa da vitória. É atrás desse voto que nós vamos", afirma Cauê Castro.

A estratégia é buscar os mais de 500 mil alagoanos que não foram às urnas. Lula venceu no estado, mas precisa ampliar a vantagem para compensar o resultado nacional. "Cada um de nós vai para a rua como cidadão e como militante, com o próprio tempo e a própria voz", diz.

O presidente chega ao segundo turno em desvantagem nacional. Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo a totalização do TSE noticiada pela CartaCapital. A diferença é de cerca de 2,2 milhões de votos.

Em Alagoas, o quadro se inverte. Lula recebeu 995.459 votos, ou 54,73% dos válidos, contra 735.718 (40,45%) de Flávio, de acordo com o Cada Minuto. O petista venceu em 86 dos 102 municípios, com força no Sertão, no Agreste e na Bacia Leiteira, aponta a GazetaWeb.

O ponto fraco está na capital. Em Maceió, Flávio ficou com 52,36% dos votos, contra 41,09% de Lula, uma vantagem de cerca de 56 mil votos, segundo O Tempo. O adversário também liderou em Marechal Deodoro e em cidades do Litoral Norte.

"Vamos entrar para a história e virar no segundo turno. O povo nordestino não se entrega no primeiro tempo", afirma Cauê Castro.

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