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ECONOMIA

De pedágio a imposto: 5 mudanças que podem mexer com seu carro após eleição

Marianna Carvalho

O fim do primeiro turno das eleições não encerra as mudanças que podem afetar quem tem ou pretende comprar um carro. Entre outubro e o início de 2027, medidas envolvendo impostos, combustíveis, pneus, veículos elétricos e pedágios eletrônicos devem impactar os custos para os motoristas. Algumas já estavam previstas, enquanto outras tiveram decisões adiadas para depois do segundo turno.

Uma das principais questões é o novo Imposto Seletivo, criado pela reforma tributária e que será aplicado sobre veículos. A alíquota ainda não foi definida e a regulamentação deve ser apresentada após o segundo turno. Como o tributo precisa respeitar uma noventena, a cobrança não deve começar em 1º de janeiro de 2027, como estava previsto inicialmente.

Os combustíveis também podem sofrer mudanças. O governo reduziu temporariamente impostos sobre gasolina e zerou as contribuições sobre o etanol, mas o benefício tem prazo até 9 de outubro. No diesel, foi criada uma subvenção para produtores e importadores. A decisão sobre manter ou retirar essas medidas poderá influenciar os preços nos postos.

Outro ponto é o possível aumento do Imposto de Importação sobre pneus de passeio, que pode passar de 25% para 35%. A proposta é defendida pela indústria nacional e deve voltar a ser discutida pela Camex em 29 de outubro. Além disso, veículos elétricos montados no sistema CKD perderão a cota de importação com tarifa zero e terão o imposto elevado para 35% a partir de 1º de janeiro de 2027.

Por fim, os motoristas precisam ficar atentos ao pedágio eletrônico free flow. O período de transição que permite regularizar tarifas sem determinadas penalidades termina em 16 de novembro. A partir do dia 17, volta a valer a regra normal: após o prazo de pagamento, a falta de quitação poderá resultar novamente em multa e pontos na CNH.

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