Serial killer de Maceió ofereceu R$ 250 por sexo e perseguiu Mikaele após recusa
Durante julgamento, acusação afirmou que réu teria oferecido R$ 250 por relação sexual e, após recusa, passado a perseguir Mikaele Leite
Durante o julgamento de Albino Santos de Lima, apontado como o “serial killer de Maceió”, nesta quarta-feira (7), a promotora de Justiça Adilza de Freitas apresentou aos jurados uma versão diferente sobre a relação entre o réu e Mikaele Leite da Silva, vítima do crime.
Segundo a acusação, Albino e Mikaele nunca tiveram um relacionamento. A aproximação entre os dois teria começado pelas redes sociais, após uma interação durante uma transmissão ao vivo.
De acordo com a promotoria, Albino teria utilizado o perfil @guerracomf, que usava uma imagem de Arcanjo Miguel, para fazer uma proposta de R$ 250 à jovem em troca de uma relação sexual. Mikaele teria recusado a oferta.
A promotora afirmou que, após a negativa, Albino teria ficado indignado e começado a levantar informações sobre a vítima e a persegui-la. A acusação sustenta que esse comportamento teria continuado até o momento do assassinato.
A narrativa apresentada pela promotoria também busca afastar a hipótese de que o crime tenha sido motivado pelo fim de um relacionamento entre Albino e Mikaele.
Para a acusação, como não existia uma relação afetiva entre os dois, não haveria uma separação ou tentativa de reconciliação que pudesse justificar a motivação do assassinato.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou essa versão aos jurados como parte da argumentação para explicar a possível motivação do crime.