Justiça nega habeas corpus a acusado de mandar matar ex-supervisor do CRB
Crime aconteceu em janeiro deste ano
A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado pelas investigações como mandante do assassinato de Johannison Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, ex-supervisor das categorias de base do CRB. Com a decisão, a prisão preventiva do acusado foi mantida.
O crime aconteceu em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Segundo os autos, a motivação estaria relacionada a ciúmes, já que Ruan Carlos não aceitava o reatamento do relacionamento da vítima com sua ex-companheira. As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que a execução teria sido encomendada por R$ 10 mil, valor que teria sido pago horas após o assassinato.
A decisão que manteve a prisão considerou, entre outros fatores, a suposta premeditação do crime e uma tentativa de fuga. De acordo com o processo, o acusado teria comprado passagens aéreas no mesmo dia em que Johannison foi morto.
O ex-dirigente esportivo foi atingido por um disparo de arma de fogo quando saía de casa para trabalhar. Com a manutenção da prisão preventiva, o processo segue em fase de instrução, etapa em que serão analisadas as provas apresentadas pelo Ministério Público e pela defesa.