Setor de bets protesta contra proibição durante jogos do Brasileirão
Manifestação já foi exibida no clássico desta sexta (2)
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) promovem um protesto contra a proibição das bets durante partidas do Brasileirão nesta sexta-feira (2) e no sábado (3). Empresas associadas às entidades cederam espaços nas placas de publicidade dos jogos entre São Paulo e Santos, no MorumBIS, e Atlético-MG e Bragantino para exibir mensagens como “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”. A manifestação já foi exibida no clássico desta sexta.
A ação é uma reação à Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. A medida proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país e determina a extinção das autorizações existentes em 30 dias. Segundo as entidades, a proibição pode estimular o mercado clandestino e retirar mecanismos de proteção dos apostadores.
Em manifesto, ANJL e IBJR defendem a manutenção de um mercado regulado e afirmam que a proibição não elimina as apostas, mas pode levar usuários para plataformas ilegais. As entidades também argumentam que mudanças na regulamentação devem considerar os efeitos sobre clubes, empresas e outros integrantes da cadeia esportiva. A posição é contestada pelo governo, que defende a medida como forma de combater os impactos associados às apostas e ampliar a fiscalização.
O governo federal informou nesta sexta-feira que já identificou cerca de 88 mil sites de apostas ilegais e afirmou ter retirado 10 mil deles do ar desde a edição da MP. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também anunciou a criação de estruturas específicas para fiscalizar o setor, incluindo uma coordenação-geral na Polícia Federal voltada à investigação de lavagem de dinheiro relacionada às bets.