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Política

Hacker ligado a grupo de Vorcaro pede fim da prisão preventiva e sinaliza colaboração

Defesa de Victor Lima Sedlmaier afirma que ele quer prestar novo depoimento e colaborar com as investigações

Arthur Vieira

A defesa de Victor Lima Sedlmaier, apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo “Os Meninos”, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva do investigado. Os advogados também informaram que ele pretende prestar novo depoimento à PF e demonstrou disposição para colaborar com as investigações.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso. Em 6 de julho, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre a solicitação apresentada pela defesa.

Segundo a PF, “Os Meninos” seria um núcleo ligado a Vorcaro com atuação em ataques cibernéticos, invasão de dispositivos, derrubada de perfis e monitoramento ilegal. Victor foi preso em 16 de maio, após ser deportado dos Emirados Árabes Unidos e desembarcar em Guarulhos (SP), durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. O STF informou que a operação alcançou investigados ligados aos núcleos denominados “A Turma” e “Os Meninos”.

Na petição, a defesa afirma que Victor quer esclarecer os fatos à Polícia Federal e, se necessário, ao Ministério Público Federal. Os advogados pedem que seja marcado um novo depoimento e que a PGR seja informada sobre a disposição para cooperar.

A defesa, porém, ressalta que a manifestação não constitui proposta de delação premiada nem confissão. Segundo os advogados, caso PF ou MPF tenham interesse em negociar um eventual acordo, Victor estaria disposto a discutir os termos de forma reservada.

Para justificar a soltura, a defesa argumenta que a necessidade da prisão preventiva deve ser reavaliada periodicamente e que já teria transcorrido o prazo para uma nova análise. Também sustenta que o risco de interferência nas investigações diminuiu após a apreensão e análise de dispositivos e documentos do investigado.

Os advogados afirmam ainda que Victor não é acusado de violência, ameaça a testemunhas ou tentativa de obstrução da investigação. Caso a prisão não seja revogada, pedem a substituição por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de deixar o país e apresentação periódica à Justiça.

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