O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou, nesta quinta-feira (1º), as decisões judiciais que alteraram as regras do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. As mudanças ocorreram após a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibir a exibição do púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do encontro.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou que a decisão criou uma “intervenção judicial no processo eleitoral” e alegou que haveria uma “armadilha” para permitir a participação de Renan Santos (Missão) no debate. Na mesma noite, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan entre os participantes, alterando a composição inicialmente prevista pela emissora.

Eduardo também comparou as regras atuais às adotadas durante a eleição de 2022 e acusou o Judiciário de estabelecer tratamentos diferentes entre Jair Bolsonaro e Lula. Sem apresentar, na fala, documentação para sustentar todas as acusações, afirmou que as decisões representariam favorecimento ao presidente petista e criticou a atuação de ministros do STF e do TSE.

Ao defender a decisão de Flávio Bolsonaro de não participar do debate, Eduardo afirmou que o irmão não deveria comparecer a um encontro que, segundo ele, teria se transformado em um “circo de baixo nível”. O debate acabou cancelado pela Globo após a desistência de Flávio, a ausência previamente anunciada de Lula e as decisões judiciais que modificaram as regras do evento.