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BRASIL

Globo cancela debate entre candidatos a presidente após decisões judiciais

Marianna Carvalho

A Rede Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos para presidente, marcado para a noite desta quinta-feira (1). Menos de uma hora antes da realização do programa, a emissora informou ter recebido duas intimações judiciais relacionadas ao evento que causam "insegurança jurídica" e representam uma "interferência indevida na liberdade" dos veículos de imprensa.

Uma das decisões, assinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a TV Globo permita a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate. Já uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinada pela ministra Estela Aranha, impediu que a emissora exibisse o púlpito vazio destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Lula (PT), que decidiu não comparecer ao debate.

Em nota, a emissora informou ter cancelado o debate após "sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate". De acordo com a Globo, as decisões de ministros do STF e do TSE causam "insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais".

A ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido do PT para que o espaço destinado a Lula no debate da Rede Globo, que ficaria vazio, não pudesse ser exibido pela emissora.

Em sua decisão, Estela Aranha afirmou que a exibição do púlpito vazio, com a possibilidade de os outros presidenciáveis fazerem perguntas a Lula, poderia criar "situação de desequilíbrio".Em resposta a um pedido feito pelo partido Solidariedade, o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu que a Rede Globo deve convidar o candidato Renan Santos ao debate.

Mais cedo, o Missão, partido de Renan, apresentou uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) pedindo ao STF a participação dele no debate.

No entanto, a relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia, decidiu não apreciar o pedido da sigla.

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