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Após depoimento de Vorcaro, PF prevê concluir inquérito sobre grupo “A Turma” em outubro

Daniel Vorcaro e o pai prestaram depoimento à Polícia Federal; investigação apura suposto acesso a informações sigilosas

Arthur Vieira

Daniel Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro, prestaram depoimento à Polícia Federal na quarta-feira (30). Segundo a PF, as oitivas encerraram os atos necessários para a conclusão do inquérito específico que investiga o grupo chamado “A Turma”. A previsão é de que o procedimento seja finalizado ainda em outubro.

Após a conclusão, o material deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não está definido qual ministro ficará responsável pelo caso. Segundo o analista de segurança pública Elijonas Maia, há uma indefinição entre o envio ao ministro André Mendonça ou ao presidente do STF, Edson Fachin.

A investigação faz parte de um conjunto de inquéritos relacionados às suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

De acordo com a investigação, “A Turma” seria um grupo fechado ligado a outro núcleo denominado “Os Meninos”. A PF apura suspeitas de que Vorcaro teria recebido informações sigilosas de integrantes ou fontes ligadas à própria Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, à Justiça Federal e à Interpol.

Segundo as mensagens analisadas pelos investigadores, Vorcaro teria recebido informações sobre pessoas envolvidas na investigação contra ele, incluindo nomes de delegados e do juiz responsável pelo processo antes de o caso ser remetido ao STF.

Daniel Vorcaro prestou depoimento por videoconferência, já que está preso na Papudinha, em Brasília. A oitiva durou cerca de duas horas.

Segundo Elijonas Maia, Vorcaro negou a prática de crimes e afirmou aos investigadores que as mensagens analisadas não demonstrariam condutas criminosas. Henrique Vorcaro também negou ter determinado qualquer ação investigada pela PF.

Após o depoimento, a defesa de Daniel divulgou uma nota negando articulações para intimidar ou atacar jornalistas ou adversários. Os advogados também afirmaram que as mensagens utilizadas na investigação são fragmentadas e não devem ser analisadas isoladamente.

Outro depoimento está previsto para 15 de outubro, mas ainda não foi informado a qual inquérito ele está relacionado.

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