Combate à violência contra a mulher não é só segurança pública, afirma juíza
O Brasil registrou 1.571 feminicídios no ano passado, o maior número da série histórica pelo quarto ano consecutivo. São Paulo concentrou 270 casos, o equivalente a 17% do total nacional, também alcançando o maior índice já registrado no estado, segundo dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública.
Mesmo com o aumento das punições para os autores desse tipo de crime, que desde 2024 podem receber penas de até 40 anos, os casos continuam crescendo. Para a juíza Tereza Cabral, da Vara de Violência Doméstica de Santo André, na Grande São Paulo, o enfrentamento da violência contra a mulher precisa ir além das medidas de segurança pública.
A magistrada defende a ampliação de políticas públicas em áreas como educação, cultura e saúde para prevenir novos casos. Segundo ela, ações integradas e presentes em diferentes setores da sociedade são fundamentais para reduzir a violência e garantir a proteção e os direitos das mulheres.