Vídeo mostra superlotação na pediatria do HGE e mãe com criança no chão
Profissionais denunciam redução de leitos e problemas na estrutura do setor; relatos apontam pacientes aguardando atendimento em corredores
Imagens recebidas pelo Francês News neste sábado (26) mostram crianças e acompanhantes em condições precárias na pediatria do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Um vídeo registra o setor lotado, enquanto uma fotografia mostra uma mãe sentada no chão ao lado de uma criança que dorme sobre uma toalha.
Profissionais que trabalham na unidade, sob condição de anonimato, relataram à reportagem que a redução de leitos teria contribuído para a superlotação. Segundo os trabalhadores, pacientes estariam aguardando atendimento e acomodação em corredores e até no chão.
“Depois da redução de leitos na pediatria, a gente fica sem saber o que fazer em muitos plantões”, relatou um dos profissionais.
De acordo com o trabalhador, a regulação continuaria encaminhando pacientes para o HGE, inclusive em situações classificadas como “vaga zero”, quando a necessidade de atendimento é considerada urgente mesmo sem disponibilidade de leito.
O profissional também relatou dificuldades para acomodar os acompanhantes que permanecem com as crianças durante o atendimento.
Outro trabalhador afirmou que a área de observação pediátrica foi transferida emergencialmente para o segundo andar do hospital, próximo ao setor de internação. Segundo o relato, houve redução de leitos de observação e internação, enquanto duas enfermarias teriam sido interditadas para a instalação do novo espaço.
A justificativa apresentada pela direção, conforme o profissional, seria a necessidade de abertura emergencial de 20 leitos de UTI geral.
O trabalhador afirmou ainda que a mudança teria ocorrido sem discussão prévia com as equipes responsáveis pelo atendimento e apontou problemas na organização e estrutura do novo espaço.
Entre as dificuldades citadas estão a distância entre a chamada área vermelha e a equipe assistencial e a instalação de um setor de isolamento dentro da própria observação pediátrica.
“Uma confusão”, resumiu o profissional, que também afirmou que a alteração teria ocorrido sem conhecimento prévio da coordenação e do responsável pelo setor.