Flávio Bolsonaro pede prisão de servidor da Secom por publicação sobre Nossa Senhora Aparecida
Campanha acusa George Marques de incentivar a circulação de informação falsa e solicita prisão preventiva e busca e apreensão
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu nesta sexta-feira (25) a prisão preventiva e a expedição de mandado de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.
A notícia-crime apresentada pela campanha acusa o servidor de ter compartilhado nas redes sociais uma publicação que incentivava a continuidade da circulação de uma informação falsa envolvendo Flávio e Nossa Senhora Aparecida. O conteúdo dizia para que usuários “deixassem o assunto rolar” e continuassem compartilhando a afirmação de que a santa teria sido atacada. A publicação foi posteriormente apagada.
Segundo os advogados de Flávio, Marques teria conhecimento de que a informação já havia sido desmentida e, ainda assim, ajudado a mantê-la em circulação. A campanha sustenta que a conduta pode configurar crimes eleitorais, além de incitação ao crime e associação criminosa.
O pedido também solicita a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos utilizados pelo servidor. A defesa pede ainda que, caso a prisão não seja determinada, sejam avaliadas medidas como o afastamento da função pública e a proibição de uso das redes sociais.
A polêmica começou após circular nas redes sociais a informação de que Flávio, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido. O TSE também determinou a remoção de publicações que apresentassem a informação como verdadeira.
Em resposta, a Secom afirmou que as acusações de Flávio “não procedem” e classificou o pedido de prisão como “injusto e arbitrário”. A secretaria disse que a publicação foi feita por Marques em perfil pessoal, fora do horário de expediente e utilizando equipamento próprio.
A própria Secom, porém, afirmou que considera inadequada a conduta do servidor ao compartilhar o conteúdo. George Marques, por sua vez, declarou que mantém o perfil com conteúdo político e de humor e que o compartilhamento ocorreu por engano.