Alagoas importa 6,5 vezes mais frutas e hortaliças do que produz, mostra levantamento
Levantamento aponta que, dos 13 alimentos analisados, 11 chegam ao estdo em volume maior do que a produção local.
Alagoas comprou de outros estados cerca de 6,5 vezes mais frutas e hortaliças do que produziu entre 2019 e 2022. O levantamento analisou 13 alimentos e mostrou que a produção local teve média de 12,6 mil toneladas, enquanto as importações passaram de 81,2 mil toneladas. Em 11 dos 13 produtos, o estado trouxe mais alimentos de fora do que produziu por aqui. As exceções foram a banana e a alface.
A maior diferença apareceu no tomate. Alagoas produziu, em média, apenas 180 toneladas, mas recebeu de outros estados 18.155 toneladas. A quantidade importada foi cerca de 101 vezes maior que a produção local. A batata também chamou atenção: foram 15.294 toneladas importadas e nenhuma produção registrada no estado. Já a melancia teve 241 toneladas produzidas contra 11.408 toneladas trazidas de fora.
A cebola e o melão também não tiveram produção local registrada no período. Alagoas importou 9.052 toneladas de cebola e 2.255 toneladas de melão. Na cenoura, foram apenas 10 toneladas produzidas no estado e 8.125 toneladas importadas. O inhame teve 428 toneladas de produção local, mas 7.300 toneladas vieram de outros estados. A abóbora seguiu o mesmo caminho, com 80 toneladas produzidas e 3.051 toneladas importadas.
Entre os produtos analisados, banana e alface foram as exceções. Alagoas produziu 7.023 toneladas de banana, enquanto as importações ficaram em 3.341 toneladas. No caso da alface, foram 2.674 toneladas produzidas no estado contra 497 toneladas trazidas de fora. Já produtos como mamão, manga, maracujá e melão tiveram importações maiores que a produção local.
Os números mostram que boa parte dos alimentos analisados chega a Alagoas de outros estados. Isso pode fazer com que o abastecimento fique mais sujeito a mudanças nas safras, nos preços e nos custos de transporte. Ao mesmo tempo, os dados apontam espaço para aumentar a produção local, com medidas de apoio aos agricultores, assistência técnica e melhorias na irrigação. O levantamento não significa que o estado possa produzir tudo o que consome, mas mostra que alguns alimentos ainda têm espaço para ganhar mais produção em Alagoas.