Presidente do Flamengo diz que clube pode perder até R$ 430 milhões por ano com fim das bets
O Flamengo pode perder entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões por ano caso as casas de apostas deixem de operar no Brasil. A estimativa foi feita pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Em 2025, o Flamengo recebeu R$ 269 milhões em patrocínios de casas de apostas. O valor representou cerca de 13% da receita do clube naquele ano. As empresas também investem em placas de publicidade, campeonatos, camisas e outros espaços comerciais ligados ao futebol.
Para Bap, o principal problema é que o Flamengo já assumiu gastos contando com esse dinheiro. O dirigente citou a contratação de Lucas Paquetá e a renovação de contratos de jogadores. Se as empresas deixarem de operar, os patrocínios podem ser encerrados, mas os salários e outros compromissos do clube continuam.
O presidente afirmou que essa situação pode causar um “efeito dominó” nas contas do Flamengo. O impacto também pode chegar ao futebol feminino e aos esportes olímpicos. Segundo ele, entre R$ 20 milhões e R$ 21 milhões destinados a essas modalidades têm relação direta ou indireta com as bets.
Bap estima ainda que cerca de R$ 2,5 bilhões movimentados anualmente no futebol brasileiro estejam ligados às casas de apostas. Clubes e emissoras já discutem os possíveis efeitos de uma eventual proibição do setor.
Entre as empresas citadas estão Betano, Superbet, Novibet e Esportes da Sorte, que já teriam conversado ou comunicado parceiros sobre possíveis mudanças nos contratos.