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Aliado de lobista foi preso 15 dias após suposta cobrança de Pix de R$ 100 mil para lulinha

Quesede Ayres é investigado em casos que apuram supostos desvios de cerca de R$ 10 milhões na Saúde de Goiânia

Arthur Vieira

O ex-secretário-executivo de Saúde de Goiânia Quesede Ayres Henrique foi preso em 27 de novembro de 2024, 15 dias após uma lobista cobrar dele um Pix de R$ 100 mil. As mensagens, recuperadas pela Polícia Federal e divulgadas nesta semana, passaram a ser analisadas no contexto das investigações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em 11 de novembro de 2024, Roberta enviou mensagens a Quesede cobrando urgência no pagamento. Em um áudio, ela diz: “Tu dá um jeito de fazer esse Pix, porra, que o homem tá me cobrando”. Na sequência, pergunta se o pagamento havia sido feito e afirma que o destinatário iria embarcar.

Na mesma data, Lulinha embarcou em Guarulhos com destino a Lisboa. Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, estava no mesmo voo. As mensagens, porém, não identificam nominalmente o destinatário do Pix de R$ 100 mil. A defesa de Lulinha também questionou a autenticidade dos diálogos e afirmou que não é possível concluir que o “Fábio” mencionado seja Fábio Luís Lula da Silva.

dias depois da cobrança, Quesede foi preso na Operação Comorbidade, conduzida pelo Ministério Público de Goiás, que investigava suspeitas de pagamentos irregulares, associação criminosa e vantagens indevidas em contratos da Secretaria Municipal de Saúde.

Em dezembro daquele ano, ele voltou a ser alvo de prisão temporária na Operação Speedy Cash, da Polícia Civil de Goiás, que investigou um suposto desvio de aproximadamente R$ 10 milhões na Saúde de Goiânia. Quesede chegou a ser considerado foragido e se entregou à polícia em 19 de dezembro.

Segundo as investigações, o suposto desvio teria ocorrido por meio de um convênio de R$ 10 milhões firmado entre a Secretaria de Saúde e uma associação privada. Quesede negou envolvimento nas irregularidades.

A defesa do ex-secretário foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação. O espaço permanece aberto.

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