Mensagens mostram proximidade entre Vorcaro e Alcolumbre: “Sou seu irmão. Pra vida toda”
Diálogos encontrados pela PF no celular do banqueiro foram divulgados pela revista Veja; assessoria do senador nega ilegalidades e fala em “ataque” ao parlamentar
Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mostram a proximidade entre ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os diálogos foram divulgados pela revista Veja nesta quinta-feira (24).
Em 1º de fevereiro, data em que Alcolumbre foi eleito pela segunda vez para a presidência do Senado, Vorcaro parabenizou o parlamentar pela vitória. “Parabéns, meu amigo! Que venham seus melhores anos! Que Deus te abençoe nessa empreitada! Desejo muito sucesso”, escreveu o banqueiro.
No dia seguinte, Alcolumbre respondeu à mensagem: “Fala, meu amor”. Na sequência, agradeceu a Vorcaro pelo “carinho e amizade fraterna”. Em 30 de março, o senador voltou a demonstrar proximidade com o banqueiro. “Sou seu irmão. Pra vida toda”, escreveu Alcolumbre. Vorcaro respondeu com cinco emojis de coração e afirmou: “A qualquer tempo, pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”.
As mensagens foram divulgadas meses depois de Alcolumbre negar ter recebido dinheiro de Vorcaro. Em nota, a assessoria do presidente do Senado classificou a divulgação como “mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional”. Segundo a equipe, as mensagens têm suposto caráter pessoal e, inclusive, envolveriam terceiros, “que não indicam ilegalidade alguma”.
A assessoria também afirmou que a divulgação “não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional” e declarou que Alcolumbre sabe “de onde partiram essas falsas acusações e quais interesses estão por trás dessa ofensiva”.
Por fim, a nota diz que o senador não pretende se intimidar com “ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública” e que irá buscar, dentro da lei, o esclarecimento dos fatos e a responsabilização de quem estiver por trás do que classificou como um “ataque baixo”.