A Casal, estatal ligada ao Governo de Alagoas, firmou durante a gestão Paulo Dantas um acordo de R$ 108,9 milhões com a Braskem para reparação dos danos provocados ao Sistema Catolé-Cardoso pela mineração em Maceió.

O acordo estabeleceu cláusula de confidencialidade sobre condições, obrigações e negociações entre as partes, com previsão de sigilo por cinco anos e multa em caso de descumprimento.

A negociação também envolveu a contratação, pela Casal, de um escritório particular de Brasília. O contrato previa R$ 900 mil de pró-labore mais 10% do proveito econômico obtido, percentual que, considerando o valor do acordo, corresponde a cerca de R$ 10,9 milhões.

Dos R$ 108,9 milhões, R$ 84,9 milhões foram destinados à chamada “Solução Adotada”, voltada à substituição da estrutura de abastecimento afetada, além de recursos para descomissionamento, imóveis, equipamentos, tubulações e lucros cessantes. O acordo foi homologado pela Justiça em 2024.