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Polícia
CASO MASTER

Empresa que financiou ‘Dark Horse’ é ligada a esquema do crime organizado

Entre Investimentos, ligada ao Banco Master, teria recebido recursos de grupo criminoso e participado de repasses para produção ligada à família Bolsonaro

Peter Lucca

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, e ligada ao Banco Master, recebeu recursos do crime organizado e teria sido usada para lavagem de dinheiro.

A empresa também teria participado de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, projeto ligado à família Bolsonaro.

Segundo Durigan, há indícios de conexão entre o caso do Banco Master e a nova fase da Operação Carbono Oculto. “O Grupo Entre recebia dinheiro tanto do grupo do Master quanto do crime organizado. E, dentro de um mesmo bolso, esse recurso foi utilizado para ocultar patrimônio, para lavar dinheiro, para corromper”, afirmou.

O ministro disse ainda que a operação identificou R$ 11 bilhões em movimentações e classificou a estrutura como uma “lavanderia” do crime organizado.

Freixo é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro e firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República neste mês.

As investigações também apontam que estruturas do grupo teriam sido usadas para ocultar os verdadeiros proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo.

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