Flávio confirma carona em jato a convite de Willer Tomaz, investigado no caso do INSS
Senador disse que embarcou a convite do advogado, que é investigado no caso do INSS, e fez referência ao uso posterior da mesma aeronave por Alexandre de Moraes
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu, nesta quinta-feira (24), às informações sobre a viagem que fez dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro de 2025, em um jato que tinha entre os cotistas uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em publicação no X, Flávio afirmou que viajou a convite do advogado e empresário Willer Tomaz, seu amigo. “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu. A aeronave, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, foi utilizada meses depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pela esposa dele.
Na época da viagem, a propriedade da aeronave era dividida em três cotas. Uma pertencia a Willer Tomaz, outra ao empresário Laércio Cosentino e a terceira à Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio. A Prime You também era responsável pela operação do jato.
Tomaz confirmou ter uma participação de um terço na aeronave e afirmou que o voo de janeiro de 2025 foi solicitado e custeado por ele, com Flávio e seus familiares como convidados. O advogado também declarou que não conhece Vorcaro e que só tomou conhecimento da participação dele na estrutura relacionada ao avião em abril de 2026.
Tomaz já foi preso em 2017 durante investigação relacionada ao caso JBS e é investigado atualmente no caso envolvendo descontos e desvios de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).