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Homem é preso por engano em Maceió após ser confundido com réu de assalto

Vítima passou a noite na Central de Flagrantes e foi liberada após a defesa comprovar erro na identificação

Arthur Vieira

Um homem foi preso por engano na noite dessa terça-feira (22), em Maceió, após ser confundido com um réu de um processo relacionado a um assalto ocorrido em 2017. Os dois têm o mesmo nome. O homem, que não possui antecedentes criminais, foi abordado por policiais no trabalho e passou a noite na Central de Flagrantes.

Segundo ele, nem os próprios agentes souberam explicar inicialmente o motivo da prisão. “Eu procurei saber o porquê eu estava sendo preso, porque até eu não estava sabendo de nada e nem os próprios agentes conseguiam me dizer o motivo da prisão”, relatou.

A situação foi esclarecida pela advogada Claudia Michele Xavier, que identificou uma inconsistência na qualificação de um dos réus durante o processo de 2017. Segundo a defesa, os dados do acusado acabaram associados ao cliente, que possui o mesmo nome.

A advogada afirma que outros dados de identificação, como nome da mãe e número do RG, poderiam ter evitado a confusão. O agravante, segundo ela, é que o mandado de prisão havia sido expedido formalmente em nome do homem que acabou detido.

Ao consultar o processo de origem, a defesa encontrou elementos que indicariam que o cliente não era o réu do assalto. As vítimas do crime também foram contatadas e, segundo a advogada, reconheceram por fotografia que o homem preso não participou do crime.

A defesa ainda analisou registros de audiências do processo. Conforme a advogada, o verdadeiro réu participou da instrução processual e chegou a confessar o assalto.

A tentativa de resolver a situação começou ainda na terça-feira, mas a liberação não ocorreu naquele dia. O homem deixou a Central de Flagrantes somente na tarde desta quarta-feira (23).

Ele afirmou que a prisão provocou constrangimento entre colegas de trabalho. “Você ser preso no seu ambiente de trabalho, as pessoas especulando o motivo pelo qual você foi preso, porque ninguém sabia qual era o motivo. Então, é um constrangimento imensurável”, disse.

“Eu estou indignado, revoltado com a situação, porque nesses meus 34 anos eu nunca subtraí nada de ninguém, nunca pisei numa delegacia”, afirmou.

A defesa informou que pretende entrar com uma ação por danos morais contra os responsáveis pelo erro de identificação. O caso deverá ser levado à Justiça para análise das circunstâncias que resultaram na prisão.

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