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BRASIL

Clubes de futebol alertam governo para efeito negativo de restrição a bets junto a torcedores

Marianna Carvalho

Clubes de futebol passaram a alertar o governo federal sobre possíveis efeitos das restrições às bets entre os torcedores. A preocupação foi apresentada durante articulações de dirigentes com integrantes do governo em meio às discussões sobre medidas para endurecer as regras das apostas esportivas e dos cassinos on-line. Segundo a Folha de S.Paulo, cerca de 31 milhões de pessoas estão cadastradas em plataformas de apostas reguladas no país.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que o impacto da medida atingiria diretamente a maior torcida do país. Segundo ele, ao menos metade dos apostadores cadastrados teria alguma ligação com o clube, seja no Rio de Janeiro, em Brasília ou no Nordeste. Os clubes afirmam que não são contrários ao endurecimento das normas, mas defendem que o mercado regulamentado seja mantido.

As equipes também têm interesse financeiro na manutenção das bets, que estão entre as principais patrocinadoras do futebol brasileiro. Uma eventual proibição ou restrição à publicidade e aos patrocínios poderia reduzir receitas dos clubes. Levantamento da Folha mostra que o número de equipes da Série A com empresas de apostas como patrocinadoras máster caiu de 18, em 2025, para 13, em 2026.

Os dirigentes defendem que o governo combata empresas ilegais e aperfeiçoe os mecanismos de fiscalização e proteção aos apostadores, em vez de restringir o mercado regulado. Entidades ligadas ao setor estimam que medidas mais rígidas poderiam reduzir investimentos em publicidade, patrocínios e outras ações, enquanto o governo afirma que avalia principalmente os impactos das apostas sobre o orçamento das famílias. Até o momento, não há decisão definitiva sobre as possíveis restrições.

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