Justiça do Rio derruba última ordem de prisão contra o rapper Oruam
Decisão unânime do TJ-RJ concede habeas corpus; defesa agora tenta trancar ação que apura suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), habeas corpus ao rapper Oruam e derrubou a última ordem de prisão que ainda estava vigente contra o artista. O processo apura uma suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.
Com a decisão, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de registro do cantor, deixa de ter mandado de prisão pendente. Ele era considerado foragido desde fevereiro, após descumprir regras do monitoramento eletrônico. Na ocasião, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia restabelecido a prisão.
Em nota, a defesa afirmou que sempre acreditou na reversão da decisão e informou que pretende agora buscar o encerramento da ação penal. O advogado Thiago Lemos sustenta que o processo é baseado em provas que considera ilícitas e afirma que um laudo pericial apontaria essa irregularidade.
Oruam também responde a outro processo relacionado a uma ocorrência envolvendo policiais civis. Em agosto, a Justiça afastou a acusação de tentativa de homicídio contra dois agentes, após concluir que não havia provas suficientes de que o rapper tivesse arremessado uma pedra de 4,85 kg contra os policiais com intenção de matar.
O caso, que deixou de tramitar no Tribunal do Júri, segue na Justiça comum por acusações de ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.
O rapper havia deixado a prisão em setembro de 2025 usando tornozeleira eletrônica. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o equipamento registrou 66 violações, atribuídas à falta de carregamento da bateria. Mesmo após ser considerado foragido, Oruam continuou lançando músicas e realizando transmissões ao vivo.