A denúncia de racismo feita por Christiane da Fonseca, em uma clínica localizada no bairro Ponta Verde, em Maceió, ganhou repercussão nacional nas redes sociais. A paciente afirma que seu nome apareceu em um painel de chamada acompanhado da palavra “cativeiro”.

O caso foi compartilhado nesta quarta-feira (23) pela página “Uma Intelectual Diferentona”, que possui cerca de 900 mil seguidores no Instagram. A publicação classificou o episódio como um caso de racismo e informou que as vítimas foram ouvidas pelas autoridades.

A proprietária da página, Bárbara Carine, afirmou ainda que o caso foi encaminhado à Delegacia de Crimes contra as Minorias (COD).

“É, foi revoltante. Aconteceu ali as oitivas das vítimas, que foram ouvidas completamente abaladas diante dessa situação de racismo pavoroso que elas viveram. O caso foi direcionado, foi encaminhado, né, para a Delegacia de Crimes Contra as Minorias”, declarou.

A repercussão também chegou às redes sociais da atriz Luana Piovani, que compartilhou a publicação em seus stories no Instagram.

O episódio também provocou manifestação de entidades representativas dos jornalistas. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) publicou uma nota de solidariedade a Christiane e ao repórter fotográfico Rafael Gonzaga de Freitas, integrante da categoria e marido da paciente.

A entidade afirmou que se soma à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e às demais organizações signatárias na defesa da apuração dos fatos.

O Sindjornal também defendeu que o caso seja analisado no âmbito ético-profissional pelo Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM-AL).