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Ataque a escola em cidade do Irã é apontado pela ONU como possível crime de guerra

Bombardeio ocorrido no início da guerra entre EUA e Irã matou 120 crianças e 26 professores, segundo autoridades iranianas

Peter Lucca

Um ataque contra uma escola de ensino fundamental em Minab, no sul do Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, foi apontado por uma missão de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) como um possível crime de guerra.

Segundo autoridades iranianas, 156 pessoas morreram no episódio, entre elas 120 crianças e 26 professores. O ataque aconteceu durante os primeiros dias da guerra entre Estados Unidos e Irã.

O caso voltou ao centro das discussões nesta quarta-feira (23), durante o discurso do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU. Ele afirmou que as vítimas eram civis e acusou os Estados Unidos e Israel de responsabilidade pelo bombardeio.

Uma investigação interna do Departamento de Defesa dos Estados Unidos sobre o episódio continua em andamento. Segundo informações divulgadas anteriormente, o ataque ocorreu enquanto forças americanas atingiam uma instalação próxima ligada à Guarda Revolucionária do Irã.

A missão de investigação da ONU afirmou em setembro que havia elementos que poderiam caracterizar o episódio como crime de guerra. As conclusões ainda precisam seguir os procedimentos previstos no sistema das Nações Unidas.

O caso também ganhou repercussão nesta quarta-feira, quando crianças iranianas retornaram às escolas após meses de interrupção das aulas provocada pela guerra.

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