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Política

Kelmann promete trabalhar para garantir água potável para todos os alagoanos e critica concessões do saneamento

Candidato a deputado federal critica modelo de concessão do saneamento em Alagoas e defende mais investimentos, fiscalização e ampliação do abastecimento

Eduarda Silva

O candidato a deputado federal Kelmann Vieira colocou o acesso à água potável entre as prioridades que pretende defender em Brasília. Durante sua campanha, Kelmann afirma que vai trabalhar para que nenhum alagoano precise conviver com a falta de água, seja na capital ou no interior do estado.

Para o candidato, o abastecimento de água precisa ser tratado como uma questão essencial para a qualidade de vida da população. Kelmann critica o modelo de concessão dos serviços de saneamento adotado em Alagoas e questiona os resultados percebidos pela população desde a transferência de parte dos serviços para empresas privadas.

“Não dá para aceitar que o alagoano pague cada vez mais caro e continue abrindo a torneira sem saber se vai sair água. Água é um direito básico. O que eu quero é trabalhar para garantir que água potável chegue a todos, na capital e no interior”, afirma Kelmann.

As concessões realizadas em Alagoas transferiram para empresas privadas a operação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diferentes regiões do estado. Na Região Metropolitana de Maceió, a BRK venceu o leilão realizado em 2020. Outros blocos de municípios também foram concedidos à iniciativa privada posteriormente. Os contratos preveem investimentos e metas de universalização do serviço.

Kelmann, porém, afirma que a população ainda enfrenta problemas de abastecimento em diferentes localidades. Na avaliação do candidato, a discussão não pode ficar restrita aos valores das concessões ou aos contratos: é preciso verificar se os investimentos estão efetivamente chegando às comunidades.

“Quando a gente conversa com as pessoas, ainda encontra famílias que passam dias esperando água. Isso acontece em Maceió e também no interior. Não adianta falar em grandes contratos e grandes investimentos se a água não chega na casa de quem mais precisa”, declara.

O candidato também questiona o impacto das tarifas sobre o orçamento das famílias. Para Kelmann, qualquer mudança no modelo de saneamento precisa resultar em melhoria concreta na prestação do serviço e não apenas em aumento da conta para o consumidor.

“Eu quero ser uma voz em Brasília para cobrar investimento, fiscalização e resultado. O cidadão precisa pagar por um serviço que funcione. Água na torneira não pode ser privilégio de quem mora em determinada região. Tem que ser direito de todo alagoano”, afirma.

Kelmann diz ainda que pretende defender políticas de infraestrutura hídrica, ampliação das redes de abastecimento e fiscalização dos serviços concedidos, buscando garantir que as comunidades mais afastadas também sejam contempladas.

A proposta, segundo o candidato, é transformar o acesso à água potável em uma das pautas de seu mandato, com cobrança de investimentos e acompanhamento dos serviços prestados na capital e no interior de Alagoas.

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