Dirigente de clube da Série B diz que Bolsa Família é problema maior que bets
As declarações ocorrem em meio à discussão do governo federal sobre novas regras para o setor de apostas on-line.
O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, criticou a possibilidade de novas restrições às plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. Após a vitória do clube sobre o América-MG, o dirigente afirmou que o principal problema do país não estaria nas apostas, mas no Bolsa Família, que, segundo ele, teria dificultado a contratação de trabalhadores.
Apesar das críticas, Bravo reconheceu que as bets podem provocar danos sociais e defendeu a taxação do setor como forma de ajudar a compensar esses impactos. Para o dirigente, medidas muito rígidas também poderiam fazer com que apostadores migrassem para plataformas clandestinas.
Bravo também afirmou que o Vila Nova poderia perder cerca de 20% da arrecadação anual caso deixasse de receber receitas relacionadas às casas de apostas. O dirigente considera que a redução desses recursos teria impacto direto nas finanças dos clubes de futebol.
As declarações ocorrem em meio à discussão do governo federal sobre novas regras para o setor de apostas on-line. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido medidas para reduzir problemas relacionados ao endividamento e ao jogo compulsivo, enquanto o tema também provoca debates sobre a participação das bets no financiamento do futebol brasileiro.