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Política

Após saída de Bachelet, Brasil quer mulher latino-americana no comando da ONU

Itamaraty mantém posição, mas ainda não definiu qual nome apoiará para substituir António Guterres

Eduarda Silva

Após Michelle Bachelet desistir da disputa pelo comando da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro reafirmou que defende a escolha de uma mulher da América Latina para o cargo. O Brasil e o México apoiavam a candidatura da ex-presidente do Chile.

Em nota, o Itamaraty destacou a trajetória de Bachelet e afirmou que a América Latina possui mulheres preparadas para assumir a Secretaria-Geral da ONU. A chilena foi presidente do país por dois mandatos e também ocupou cargos de destaque nas Nações Unidas.

Apesar da desistência de Bachelet, o governo brasileiro ainda não anunciou qual nome pretende apoiar. A ex-presidente deixou a disputa depois de perder apoio nas consultas informais realizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. A terceira rodada de consultas, realizada na última sexta-feira (18), mostrou uma queda no apoio à candidatura da chilena.

A escolha do novo secretário-geral será feita para um mandato que começa em 1º de janeiro de 2027. O atual secretário-geral, António Guterres, encerra o segundo mandato em 31 de dezembro de 2026. Primeiro, o Conselho de Segurança precisa indicar um nome, que depois será submetido à Assembleia Geral da ONU.

O Brasil também defende que a América Latina tenha participação na sucessão. A disputa continua aberta e ainda há outros nomes na corrida pelo cargo.

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