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Cauê Castro defende reajuste do Bolsa Família após Flávio chamar R$ 90 de “migalha”

Governo federal anunciou atualização dos valores do Bolsa Família em 15,04%; benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691

Redação Agora Alagoas

Já dizia Mujica: “Os que comem bem, dormem bem e têm boas casas acham que se gasta demais em política social”.

Nesta semana, o governo federal anunciou a atualização dos valores do Bolsa Família em 15,04%. A partir de outubro, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado chegará a R$ 777.

A reação de Flávio Bolsonaro foi imediata.

O candidato do PL chamou o reajuste de “ato de desespero” e acusou o governo Lula de tentar “comprar o voto dos mais pobres”. Em outra declaração, classificou os R$ 90 adicionais como “migalha” e “miséria”.

“É justamente aí que está o ponto central do debate”, disse Cauê Castro. “Quando se fala em Bolsa Família, não estamos falando de abstrações fiscais. Estamos falando de famílias que utilizam uma transferência de renda para comprar comida, pagar necessidades básicas e atravessar períodos de vulnerabilidade.”

Flávio Bolsonaro criticou o reajuste anunciado por Lula, mas afirmou posteriormente que, se eleito, pretende manter o novo valor e fazer ainda mais.

Para Castro: “Quem nunca precisou escolher entre comprar comida e pagar uma conta pode olhar para R$ 90 e enxergar apenas um número. Para uma família em situação de vulnerabilidade, R$ 90 não são apenas uma estatística. São alimentos, gás, material escolar, transporte, remédio, uma compra que antes precisava ser adiada”.

“A política social existe justamente porque milhões de brasileiros não partiram do mesmo lugar, e quem critica essa política ou nunca precisou dela ou nunca conheceu de perto a realidade de quem precisa. Pontuou.

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