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POLÍTICA

Flávio usa comissão de segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Marianna Carvalho

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem usado a presidência da Comissão de Segurança Pública do Senado como uma das principais credenciais em sua campanha à Presidência da República. Segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo, porém, ele esteve presente em apenas três das 11 reuniões realizadas pelo colegiado em 2026, acumulando 73% de ausência.

A segurança pública está entre os principais temas defendidos por Flávio, que apresenta propostas para aumentar penas, ampliar a proteção às mulheres e combater organizações criminosas. Na campanha, também destaca sua atuação como relator do projeto que encerrou as chamadas saídas temporárias de presos, posteriormente convertido em lei.

Outra proposta associada à campanha é a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. No entanto, uma iniciativa com esse objetivo foi rejeitada pelo Senado no ano passado, e Flávio não registrou voto favorável na ocasião.

Procurada pela Folha para explicar as ausências nas reuniões, a assessoria do senador afirmou que “o Parlamento tem limites de atuação diante da agenda de Flávio como candidato à Presidência da República”. A equipe também declarou que ele vem atuando em defesa do endurecimento das penas e da atualização das leis relacionadas à segurança pública.

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