“Precisamos respeitar uns aos outros”, diz Rico Melquiades em retratação após investigação sobre suposta coação eleitoral
Ele ainda ressaltou que o ambiente de trabalho deve respeitar os limites previstos pela Constituição.
O influenciador alagoano Rico Melquiades publicou, nesta sexta-feira (18), uma retratação após um vídeo divulgado nas redes sociais ter levado o Ministério Público Eleitoral de Alagoas (MPE-AL) a instaurar um procedimento para apurar uma possível coação eleitoral. Na nova publicação, Rico pediu desculpas aos trabalhadores que possam ter se sentido ofendidos e afirmou que nenhum funcionário deve sofrer imposição política no ambiente de trabalho.
Rico também declarou que reconhece a responsabilidade de sua atuação como influenciador e defendeu o respeito à liberdade de opinião política e ao voto livre e secreto. “Nenhum funcionário deverá sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte de seu empregador”, afirmou. Ele ainda ressaltou que o ambiente de trabalho deve respeitar os limites previstos pela Constituição.
Na sequência, o influenciador explicou que as quatro mulheres que aparecem no vídeo original são familiares: sua tia, irmã, mãe e prima. Segundo Rico, todas participaram da gravação de forma consentida. “Todo vídeo que eu posto com elas tem o consentimento”, declarou antes de voltar a pedir desculpas pelo conteúdo publicado.
O procedimento do MPE-AL foi instaurado em 14 de setembro, após o vídeo publicado por Rico no dia 12. Na gravação, ele questiona uma das mulheres sobre sua preferência política, pergunta quem paga o salário dela e afirma repetidamente que ela estaria demitida ao associá-la a determinado partido. Diante da possibilidade de enquadramento no artigo 301 do Código Eleitoral, que trata do uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em candidato ou partido, o caso foi encaminhado à Polícia Federal para apuração.