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Famílias alagoanas com pessoas com deficiência têm a menor renda mensal média do país

Renda média é de R$ 2.591, contra R$ 3.232 nas casas sem moradores com deficiência, aponta IBGE

Daniel Oliveira

Alagoas registrou, em 2022, o menor rendimento médio mensal entre os arranjos domiciliares do país que tinham pelo menos uma pessoa com deficiência. As informações foram publicadas na segunda edição do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado nesta sexta-feira (18) pelo IBGE.

O valor médio das moradias com pessoas com deficiência chegou a R$ 2.591, enquanto no Distrito Federal, que apresentou a maior média nacional, o rendimento foi de R$ 6.259. A diferença entre os dois estados foi de 58,6%.

Dentro de Alagoas, os números também revelam uma diferença de renda relacionada à presença de pessoas com deficiência no domicílio. Nas residências sem moradores com deficiência, o rendimento médio mensal alcançou R$ 3.232. Já entre aqueles que tinham ao menos um morador com deficiência, a média é R$ 641 menor, ficando em R$ 2.591.

O cenário ocorre em um estado que apresenta a maior proporção de pessoas com deficiência do país. Segundo o Censo Demográfico 2022, 292 mil alagoanos com 2 anos ou mais tinham deficiência, número equivalente a 9,6% dessa população.

A nova publicação reúne outros indicadores e amplia a análise sobre as desigualdades vivenciadas por esse grupo em diferentes áreas. O levantamento reúne dados sobre aspectos como trabalho e rendimento, educação, participação e gestão, condições de moradia, deslocamento e características familiares.

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