Flávio Bolsonaro chama reajuste do Bolsa Família de “ato de desespero” e questiona legalidade
Com o reajuste, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quinta-feira (17) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio classificou a medida como um “ato de desespero” e afirmou que o decreto seria proibido durante o período eleitoral.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições”, declarou o candidato. A afirmação sobre a ilegalidade foi feita por Flávio, mas o decreto publicado nesta quinta-feira prevê oficialmente a correção dos valores do programa pela inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Com o reajuste, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. A mudança terá efeitos financeiros a partir de outubro. O governo informou que o reajuste representa uma correção de 15,04% nos valores do programa.
Durante a agenda na Bahia, Flávio também rejeitou acusações de que sua campanha estaria recebendo recursos do governo dos Estados Unidos. O candidato afirmou que a eleição será decidida no Brasil e defendeu uma aproximação com outras grandes potências. As declarações ocorreram em meio à disputa presidencial de 2026.