Suspeito de feminicídio teria colocado faca na mão da vítima para simular legítima defesa
Segundo a delegada responsável pelo caso, Carlos Keuvilin teria tentado alterar a cena do crime após matar Cristiane Pereira dos Santos, em Rio Largo
O homem suspeito de matar a companheira em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, teria tentado alterar a cena do crime para simular uma situação de legítima defesa. Segundo a Polícia Civil, Carlos Keuvilin teria colocado uma segunda faca na mão de Cristiane Pereira dos Santos para sustentar a versão de que ela teria tentado atacá-lo.
O feminicídio ocorreu dentro da residência da vítima, nessa quarta-feira (16). O casal mantinha um relacionamento havia cerca de três anos. Carlos foi localizado e preso durante a madrugada desta quinta-feira (17), na BR-101, em Japaratuba, Sergipe.
Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, a delegada Tacyane Ribeiro afirmou que Carlos teria confessado o assassinato aos policiais durante a prisão. Na delegacia, porém, ele permaneceu em silêncio.
Segundo a delegada, o suspeito alegou aos policiais que Cristiane teria pegado uma faca e partido para cima dele, e que ele teria reagido para se defender.
A versão, no entanto, teria sido contrariada por elementos encontrados na perícia. Conforme Tacyane, havia indícios de que a faca localizada na mão da vítima poderia ter sido colocada no local posteriormente.
“Quem tem lesão de defesa é a vítima, na mão esquerda. E outro ferimento é no pescoço, uma região vital”, afirmou a delegada.
Celular levado
A investigação também aponta que Carlos teria levado o celular de Cristiane após o crime. Familiares tentavam contato com a vítima pelo WhatsApp, mas ela não respondia, apesar de o aplicativo indicar que estava online.
A família desconfiou da falta de resposta e foi até a residência, onde encontrou Cristiane morta. O imóvel teria sido deixado trancado pelo suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, Carlos não possui registros anteriores por violência contra a mulher ou outros crimes. A delegada afirmou, porém, que existem relatos de que ele seria uma pessoa ciumenta e possessiva.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime e reunir outros elementos sobre o feminicídio.