“Se Bolsonaro trouxe fome e fila de ossos, imagine o filho”, diz Cauê Castro
Cauê Castro relacionou o cenário de fome e insegurança alimentar às escolhas políticas e citou dados sobre inflação de alimentos no governo Bolsonaro e a atual situação do Brasil
O debate eleitoral voltou a ser marcado pela discussão sobre fome, pobreza e segurança alimentar. Em declaração de tom crítico, Cauê Castro afirmou que a população precisa considerar o impacto das escolhas políticas sobre as condições de vida dos brasileiros. “Se Bolsonaro trouxe fome e fila de ossos, imagine o filho. O Brasil não pode voltar para um período em que famílias enfrentavam dificuldades até para colocar comida na mesa”, declarou.
Durante o governo Jair Bolsonaro, o país enfrentou forte inflação de alimentos. Em 2021, por exemplo, a alimentação e bebidas acumulou alta de 7,94%, enquanto o gás de botijão subiu 36,99%, segundo dados divulgados pelo IBGE. Naquele período, também foram registradas imagens e relatos de pessoas buscando ossos e carcaças descartadas por açougues, fenômeno que ganhou repercussão nacional.
Castro também citou o cenário atual como contraponto. Segundo o relatório SOFI 2026, divulgado pela FAO, o Brasil permanece fora do Mapa da Fome, com a proporção de subnutrição abaixo do limite de 2,5% utilizado pela organização. Dados oficiais apontam ainda redução da insegurança alimentar severa nos períodos analisados.
“Para mim, a eleição também passa por uma escolha sobre que projeto de país queremos construir. A fome não pode ser tratada como algo normal. O Brasil precisa continuar colocando comida na mesa, renda no bolso e dignidade na vida das pessoas”, afirmou Cauê Castro.