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“Meu filho não tem proteção; se ele tiver culpa, vai pagar”, diz Lula

Presidente afirmou que Lulinha deve responder caso seja responsabilizado nas investigações da Polícia Federal

Arthur Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (15) que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, não tem proteção e deverá responder caso seja responsabilizado por irregularidades. A declaração foi dada em entrevista à TV Record.

“A única coisa que quero é igualdade, que se dê para todo mundo. (…) Abra as coisas do meu filho. Se ele tiver culpa, ele vai pagar, e ele sabe disso”, afirmou.

Lula disse que a posição de defender a apuração sobre o filho não é recente. Em agosto, o presidente afirmou que qualquer pessoa que estivesse agindo de forma “equivocada” deveria ser investigada e que não tentaria impedir as apurações.

O presidente também relembrou seu processo judicial que resultou em sua prisão em 2018.

“Quando fui acusado e não provaram nada contra mim, não pediram desculpas e tiveram um procurador e juiz mentirosos, eu poderia pedir para sair do Brasil. Mas decidi ficar aqui para sair de cabeça erguida e ganhar as eleições”, disse.

Na sequência, Lula afirmou: “Eu falo: só você sabe a verdade. Se você fez erro, pague”.

A Polícia Federal investiga Lulinha em três inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal.

As investigações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do fim de julho. André Mendonça é relator de duas delas, enquanto Flávio Dino é responsável pela terceira.

Lulinha nega irregularidades.

O filho de Lula entrou no radar das investigações após ser revelada sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi alvo da Operação Sem Desconto, em dezembro do ano passado. A ação investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O celular da empresária foi apreendido pela PF. Segundo as investigações, mensagens encontradas no aparelho indicaram negócios entre Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados.

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