“Chega a ser patética”, diz Moraes sobre alegação de monitoramento em relatório da PF
Ministro rebateu questionamentos sobre documento de inteligência e afirmou que informações podem ser verificadas com depoimentos de policiais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta terça-feira (15) alegações de que teria sido monitorado pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. Durante o julgamento, Moraes classificou a acusação como “patética”.
Ex-secretário de Segurança Pública e procurador do Estado, Moraes afirmou que todas as polícias possuem relatórios oficiais de inteligência e negou que tenha ocorrido qualquer monitoramento.
“Não houve monitoramento algum. Com todo respeito, chega a ser patética essa alegação”, declarou.
Segundo o ministro, o documento citado durante o julgamento já estava registrado e seu conteúdo poderia ser verificado por meio do depoimento dos policiais envolvidos.
“É muito fácil saber se o que consta no relatório de inteligência é verdadeiro ou não, basta intimar as testemunhas”, afirmou.
Moraes também contestou a interpretação de que relatórios de inteligência possam ser considerados provas ou meios de obtenção de prova. Segundo ele, o documento, por si só, não possui essa natureza.
“Relatório de inteligência não é prova e não é meio de obtenção de prova”, disse.
O ministro ainda afirmou que policiais teriam relatado, em diferentes ocasiões, que o ministro André Mendonça teria indagado e solicitado que seu nome fosse incluído na investigação.
Durante a sessão, Moraes também contestou uma afirmação de Mendonça sobre o envio de dados pela Polícia Federal envolvendo o procurador-geral da República.
“Não é verdade, presidente. Não é verdade! Não é verdade!”, afirmou Moraes.
Na sequência, o ministro citou uma decisão de Mendonça de 18 de maio de 2026, no âmbito da Petição 15.625, relacionada a uma busca e apreensão contra um perito. Moraes afirmou que a decisão integra os fatos que, segundo ele, precisam ser considerados na análise do caso.