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Brasil
Crise na Corte

'Doa a quem doer': Lula defende julgamento de Moraes, mas deve evitar situação durante campanha

Orientação surge em meio à crise no STF envolvendo mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Daniel Oliveira

Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição defendem que o petista se posicione a favor da abertura de uma investigação, inclusive quando o caso envolve seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A orientação ocorre em meio aos desdobramentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Dentro do núcleo duro do PT, porém, há dúvidas sobre o uso político da crise na disputa presidencial. A avaliação é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode utilizar os acontecimentos no STF para reforçar teorias difundidas pelo bolsonarismo sobre a Corte desde a trama golpista. Aliados de Lula afirmam que a crise pode favorecer o senador e esperam que ele explore o julgamento.

Diante desse cenário, a campanha pretende destacar nas redes sociais declarações de Lula em defesa de "investigações doa a quem doer". Segundo integrantes do QG do presidente, sob condição de reserva, a estratégia não prevê o uso de trechos do julgamento nem citações diretas aos ministros. A avaliação da campanha é de que Flávio Bolsonaro tenta "esvaziar" o tribunal que o investiga no caso "Dark Horse".

O julgamento realizado pelo STF nesta terça-feira (15) analisa um relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O programa de Lula na propaganda eleitoral de rádio e televisão também não deve abordar diretamente o assunto. A previsão é de que a campanha trate de temas como custo de vida, segurança, educação e soberania.

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