Tensão, cochichos e silêncio de Moraes marcam sessão no STF
Julgamento teve acesso restrito ao plenário, troca de palavras entre ministros e saída de Kassio Nunes Marques
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (15), começou em meio a um clima de tensão entre o presidente da Corte, Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino. Moraes, cuja conduta está sob análise, permaneceu em silêncio durante as primeiras horas do julgamento.
Além dos embates exibidos durante a sessão, os bastidores foram marcados por cochichos entre Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além de doses de café e consultas ao celular por parte da maioria dos ministros.
O acesso ao plenário foi restrito. Apenas fotógrafos do próprio STF e jornalistas puderam acompanhar a sessão, com os profissionais de imprensa proibidos de utilizar celulares ou notebooks.
Moraes só tomou a palavra após duas horas de julgamento. Antes disso, Fachin havia feito a leitura do relatório do caso.
Na sequência, Flávio Dino pediu a palavra praticamente ao mesmo tempo que Kassio Nunes Marques, mas permitiu que o colega se manifestasse primeiro. Dino então declarou seu impedimento para participar da análise da matéria.
Pouco depois, Kassio solicitou autorização para deixar o plenário, pedido que foi aceito por Fachin. Toffoli, por outro lado, informou que permaneceria no local mesmo após ter declarado suspeição no julgamento.
Em dois momentos, Moraes e Dino trocaram poucas palavras e fizeram gestos entre si. Os dois ministros estão separados por André Mendonça na distribuição dos assentos do plenário.