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CASO MASTER

Andrei Rodrigues nega monitoramento de Mendonça pela PF

Diretor-geral afirmou que relatórios eram análises de inteligência e foram enviados ao STF por ordem de Alexandre de Moraes

Peter Lucca

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou nesta sexta-feira (11) que a corporação tenha monitorado ilegalmente o ministro André Mendonça, do STF. Em manifestação ao presidente da Corte, Edson Fachin, Andrei afirmou que os documentos questionados eram análises regulares de inteligência e foram enviados ao Supremo por determinação de Alexandre de Moraes.

A resposta foi apresentada após Fachin dar 48 horas para Andrei prestar esclarecimentos sobre sua permanência no cargo. Na quarta-feira (9), o presidente do STF suspendeu a decisão de Mendonça que havia determinado o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Segundo Andrei, os relatórios não resultaram de “ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou qualquer medida invasiva”, mas de análises baseadas em informações conhecidas pelos agentes no exercício das funções.

“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União”, afirma a manifestação.

O diretor-geral também ressaltou que relatórios de inteligência não equivalem a investigações criminais e podem conter estimativas, análises de risco e hipóteses dentro das atribuições da PF.

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