Dark Horse: PGR apontou “indícios de condutas ilícitas” de Flávio Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou favoravelmente, em julho, à abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse. Segundo Gonet, havia “indícios consistentes da prática das condutas ilícitas” que justificavam o aprofundamento das apurações.
O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio passou a ser investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes relacionados ao financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o documento da PGR, a Polícia Federal atribui ao empresário Daniel Vorcaro a “responsabilidade pelo financiamento ilícito” da produção. O relatório também aponta indícios de participação de Flávio, que teria mantido pessoalmente diversas tratativas com o ex-banqueiro.
A investigação cita ainda o publicitário Thiago Miranda, que teria informado Vorcaro de que Flávio “desejava encontrá-lo pessoalmente para mostrar o que estava sendo gravado”.
Para a PGR, os elementos reunidos até o momento indicam possíveis crimes de evasão de divisas e lavagem de capitais e justificam a continuidade das investigações. Gonet também mencionou a possibilidade de apuração de corrupção passiva e ativa.
O procurador-geral destacou, porém, que o repasse de valores expressivos, sem contrapartida financeira conhecida e com mecanismos de blindagem patrimonial, precisa ser confrontado com outros elementos de prova. Segundo ele, novas informações são necessárias para dar consistência às hipóteses levantadas contra os parlamentares investigados.