11 de Setembro completa 25 anos; relembre o dia que mudou o mundo
Ataque terrorista da Al-Qaeda vitimou quase 3 mil pessoas e mudou, de forma duradoura, a política de segurança em todo o mundo
Há datas que ficam para sempre na memória. O dia 11 de setembro de 2001 é uma delas. Há 25 anos, o mundo acompanhou, em choque, imagens que pareciam impossíveis: aviões atingindo prédios, fumaça tomando o céu de Nova York e as Torres Gêmeas desabando diante das câmeras.
Naquela manhã, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. Duas aeronaves foram lançadas contra as Torres Gêmeas, no World Trade Center, em Nova York. Uma terceira atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano. O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia após passageiros tentarem reagir e impedir que os sequestradores chegassem ao destino.
Quase 3 mil pessoas perderam a vida naquele dia. Entre elas estavam passageiros e trabalhadores, mas também bombeiros, policiais e socorristas que correram para os locais atingidos enquanto milhares de pessoas tentavam escapar. Para muitas famílias, a manhã de 11 de setembro terminou com uma espera que nunca teve a resposta esperada.
As cenas foram transmitidas praticamente em tempo real para diferentes partes do planeta. Pessoas acompanhavam pela televisão sem saber exatamente o que estava acontecendo, enquanto Nova York era tomada pela fumaça e pelo desespero. O que aconteceu naquele dia ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e mudou a forma como o mundo passou a enxergar segurança, terrorismo e conflitos internacionais.
Os atentados levaram o então presidente George W. Bush a anunciar a chamada “Guerra ao Terror”. Poucas semanas depois, os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva militar no Afeganistão contra o regime Talibã, que havia dado abrigo a Osama bin Laden, apontado como um dos principais responsáveis pelos ataques.
A reação americana continuou nos anos seguintes. Em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque sob a alegação de que o governo de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. Os arsenais, porém, nunca foram encontrados.
Dentro dos Estados Unidos, o 11 de Setembro também mudou a rotina da população. Novas estruturas de segurança foram criadas, os aeroportos passaram a adotar controles mais rígidos e medidas de vigilância foram ampliadas. Algumas dessas mudanças acabaram se tornando parte da vida cotidiana de pessoas em diferentes países.
Quase dez anos depois dos atentados, Osama bin Laden foi localizado no Paquistão. Ele morreu em maio de 2011 durante uma operação realizada por forças especiais americanas.
Mesmo 25 anos depois, as consequências do 11 de Setembro ainda são sentidas. Além das mortes ocorridas naquele dia, sobreviventes e profissionais que trabalharam nos escombros passaram a enfrentar problemas de saúde relacionados à exposição à poeira e a substâncias tóxicas na região da Zona Zero.
Às vésperas do aniversário, a Prefeitura de Nova York divulgou mais de 170 mil páginas de documentos sobre a qualidade do ar após os ataques. Os registros mostram que autoridades tinham conhecimento da presença de partículas e outros materiais potencialmente prejudiciais à saúde, enquanto a população recebia informações de que o ar era seguro.
A descoberta reacendeu uma ferida que nunca foi completamente fechada para sobreviventes, familiares e socorristas. Para muitos deles, o 11 de Setembro não ficou no passado: suas consequências continuam presentes décadas depois.
Nesta sexta-feira (11), familiares das vítimas, sobreviventes e autoridades participam de homenagens nos Estados Unidos. Em Nova York, a cerimônia no Memorial do 11 de Setembro marca os horários dos ataques e dos desabamentos com momentos de silêncio.
Às 8h46, quando o primeiro avião atingiu a Torre Norte, a memória volta para aquele instante em que o mundo parou para assistir, sem compreender completamente, ao que estava acontecendo.
Vinte e cinco anos depois, as imagens continuam conhecidas. Os nomes das vítimas continuam sendo lembrados. E o 11 de Setembro permanece como uma das datas que mais profundamente marcaram a história contemporânea.