Campanha de Flávio defende fim de sigilos sobre Dark Horse, INSS e fake news
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a defender a retirada dos sigilos de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o caso envolvendo o filme Dark Horse, as apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o chamado orçamento secreto e o inquérito das fake news.
A posição foi reforçada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. Em declaração à CNN Brasil, ele classificou como positivas as medidas adotadas pelo presidente do STF, Edson Fachin, para ampliar a publicidade de documentos relacionados ao caso Banco Master.
Sobre o inquérito das fake news e das milícias digitais, Marinho afirmou que Fachin deveria adotar a mesma medida e permitir o acesso ao conteúdo da investigação, que até recentemente tinha Alexandre de Moraes como relator.
A campanha também minimiza o fato de Flávio ser investigado no caso Dark Horse. Segundo Marinho, existe uma distância entre “o que se alega e o que se prova”. Ele afirma que o senador não teria operado, recebido ou administrado os recursos destinados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro, mas apenas solicitado o patrocínio.
A investigação conduzida por André Mendonça apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme, incluindo possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio nega irregularidades e afirma que os recursos utilizados na produção eram privados. O procedimento que o envolve permanece sob sigilo.
A campanha afirma ainda que a produtora Go Up entregou mais de 25 mil documentos, recibos e notas fiscais sobre a movimentação financeira do filme ao ministro André Mendonça, relator de parte das investigações.