Alagoana de 26 anos é brutalmente assassinada e esquartejada
Suspeito, que mantinha um relacionamento recente com a vítima, foi preso e confessou ter esquartejado o corpo após uma discussão.
A alagoana Samara Ellen da Silva, de 26 anos, foi vítima de um crime brutal na Zona Sul de São Paulo. A jovem foi assassinada e teve o corpo esquartejado. O principal suspeito, Natan, também de 26 anos, foi localizado e preso pela Polícia Civil. Ele mantinha um relacionamento com Samara havia aproximadamente um mês e admitiu participação no crime. Segundo as investigações, partes do corpo foram descartadas na Represa de Guarapiranga.
Natural de Alagoas, Samara havia se mudado para São Paulo cerca de seis anos atrás para tentar melhorar de vida e trabalhava como faxineira. Os dois filhos da jovem continuaram no estado de origem, onde ficavam aos cuidados de familiares.
O caso veio à tona depois que a mãe de Samara recebeu uma mensagem de texto enviada pelo celular da filha. O conteúdo chamou a atenção porque a mãe é analfabeta e sempre conversava com Samara por meio de mensagens de áudio. Na mensagem, a pessoa que se passava pela jovem dizia que ela havia começado a trabalhar como garota de programa. Desconfiados, os familiares perceberam que havia algo errado e começaram a procurar por Samara.
Após aproximadamente um mês sem notícias e com o desaparecimento já registrado, moradores encontraram um braço humano nas proximidades de uma ponte sobre a Represa de Guarapiranga. A Polícia Científica realizou exames para confirmar a identidade da vítima. O confronto das impressões digitais pelo Instituto de Identificação confirmou que o corpo pertencia a Samara. Uma tatuagem com o nome da filha, no antebraço, também contribuiu para o reconhecimento.
Com a confirmação da identidade, os investigadores chegaram até Natan, que já era procurado pela Justiça. Conforme as informações policiais, ele tinha antecedentes relacionados a estupro e violência doméstica. Durante o depoimento, Natan contou que teria empurrado Samara durante uma discussão na casa onde os dois estavam. Ele alegou que a jovem caiu, bateu a cabeça e morreu. Depois disso, segundo a própria confissão, ele esquartejou o corpo, colocou as partes em sacos plásticos e realizou o descarte na represa.
O suspeito afirmou ainda que utilizou uma bicicleta para levar os sacos até a Guarapiranga, realizando três viagens para concluir o transporte dos restos mortais. Natan participou de uma reconstituição do crime no local apontado por ele aos investigadores. Paralelamente, equipes do Corpo de Bombeiros fizeram buscas na área da represa para tentar encontrar outras partes do corpo.
O suspeito continua detido e à disposição da Justiça paulista. Em Alagoas, familiares de Samara acompanham o andamento das investigações e aguardam a conclusão dos procedimentos necessários para a despedida da jovem.