Esposa de Maduro pede prisão domiciliar por problemas cardíacos
Cilia Flores está detida em Nova York desde janeiro e afirma precisar de procedimento cardíaco durante o período de recuperação
Cilia Flores, esposa do ditador venezuelano Nicolás Maduro, pediu na quarta-feira (9) a um tribunal federal de Nova York que seja transferida para prisão domiciliar por motivos de saúde. Segundo a defesa, a ex-primeira-dama de 69 anos enfrenta problemas cardíacos e precisa passar por um procedimento invasivo.
Os advogados Mark E. Donnelly e Andres Sanchez solicitaram ao juiz Alvin K. Hellerstein que Flores cumpra a prisão em uma residência particular, sob vigilância armada 24 horas por dia, monitoramento por GPS, visitas restritas e escuta telefônica. O governo dos Estados Unidos se opôs ao pedido.
De acordo com a defesa, Flores era “fisicamente saudável e não tomava nenhum medicamento” antes da operação militar americana em Caracas. Atualmente, ela utiliza quatro medicamentos e teria apresentado, em 29 de julho, “um grave episódio de 30 minutos” de pressão intensa no peito. Os advogados afirmam que especialistas consultados não descartam a possibilidade de um infarto leve.
A defesa também diz que Flores perdeu mais de 11 quilos desde a prisão e apresenta fraqueza, episódios de taquicardia, falta de ar, dores no peito e tonturas. Segundo a petição, ela dorme apenas três ou quatro horas por noite no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
“A Sra. Flores de Maduro é uma mulher de 69 anos que precisará de tempo suficiente para se recuperar de quaisquer procedimentos médicos em um ambiente propício à sua recuperação”, argumentaram os advogados.
A petição também sustenta que Flores foi “sequestrada” durante a captura e sofreu ferimentos nas mãos. A defesa afirma ainda que ela não possui antecedentes criminais, não representa perigo à comunidade e não oferece risco de fuga.
Flores e Maduro foram presos em janeiro e respondem nos Estados Unidos a acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Os dois se declararam inocentes.
O processo está na fase pré-julgamento. Uma audiência está marcada para 17 de novembro, quando serão discutidos pedidos para arquivar as acusações. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.