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Política

'Dark Horse': Através de emendas parlamentares, dinheiro público foi aplicado no filme que contava a história de Jair Bolsonaro

A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou nesta quinta-feira (10) uma operação da PF no âmbito do caso.

Felipe Pimentel

Os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) enviaram emendas parlamentares para a realização do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo aponta a PF (Polícia Federal). A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou nesta quinta-feira (10) uma operação da PF no âmbito do caso.

De acordo com a Polícia Federal, Marcos Pollon enviou R$ 1 milhão para a Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa-metragem e um dos alvos da operação da hoje. Por sua vez, Bia Kicis direcionou R$ 150 mil à mesma instituição.

Os repasses, explica a PF, foram destinados, "por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado 'Heróis Nacionais', não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria".

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) estão entre os alvos.

A operação Make Up foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), e apura supostas irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares repassadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina.

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