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No Governo Renan Filho, saúde de Alagoas mantinha 2,3 milhões de facas e colheres enquanto contrato de refeições previa talheres inclusos

Relatórios apontam que o estoque saltou de cerca de 1 milhão para 2,37 milhões de utensílios em nove meses, aumento de aproximadamente 1,3 milhão de unidades.

Redação Agora Alagoas

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) mantinha, em abril de 2021, mais de 2,3 milhões de facas e colheres descartáveis em estoque, avaliadas em R$ 1,28 milhão, durante a gestão de Renan Filho (MDB). À época, a pasta era comandada por Alexandre Ayres (MDB).

Relatórios apontam que o estoque saltou de cerca de 1 milhão para 2,37 milhões de utensílios em nove meses, aumento de aproximadamente 1,3 milhão de unidades. No mesmo período, a Saúde estadual mantinha contratos para fornecimento de refeições hospitalares.

Um termo de referência da Sesau determinava que refeições destinadas ao Hospital Metropolitano e ao Hospital da Mulher fossem entregues acompanhadas de talheres descartáveis, sob responsabilidade da empresa contratada. Em fevereiro de 2021, Alexandre Ayres assinou contrato emergencial de R$ 4,07 milhões com a P.F. Maciel – Refeições para atender justamente essas duas unidades.

Os documentos, porém, pertencem a processos administrativos diferentes, e ainda é necessário obter o termo de referência integral do contrato emergencial para confirmar se a mesma obrigação de fornecer os talheres constava nele.

Os registros também mostram grandes variações nos valores contabilizados dos utensílios. Sem notas fiscais e documentos de entrada e saída, não é possível determinar quanto efetivamente foi comprado nem explicar as diferenças de preços. O caso levanta questionamentos sobre a necessidade do estoque milionário e uma eventual sobreposição entre os talheres mantidos pela Sesau e aqueles previstos no serviço de alimentação.

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