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CASO AMANDA

Morte de jovem em abordagem policial gera protestos no Jacintinho

Marianna Carvalho

Familiares e amigos de Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, realizaram um protesto no fim da tarde desta quarta-feira (9), na Rua Cleto Campelo, principal via do Jacintinho, em Maceió. O grupo questiona a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte da jovem, ocorrida durante uma abordagem no último sábado (5), e pede responsabilização do policial envolvido.

Amanda foi atingida por um disparo no peito durante a ação policial. Segundo a PM, o militar reagiu após a jovem e outras mulheres avançarem contra a guarnição em uma tentativa de tomar a arma do agente. A família, no entanto, contesta o relato e afirma que o caso deve ser tratado como crime.

A revolta dos familiares aumentou após declarações publicadas nas redes sociais pelo advogado do policial, Napoleão Lima Júnior, na terça-feira (8). O defensor questionou o histórico da vítima e justificou o uso de força letal pelos agentes. Durante o ato, o tio de Amanda, Marcos, também criticou a atuação policial e a falta de imagens da ocorrência.

A manifestação provocou a interdição parcial da via e congestionamento na região. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h50 para apagar um incêndio em objetos colocados na rua. Segundo o setor de Gerenciamento de Crises da PM, por volta das 18h30 o fogo havia sido controlado, os entulhos retirados e o trânsito começou a ser liberado após a dispersão dos manifestantes.

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