93% dos brasileiros apoiam auxílio para compra de botijão, aponta pesquisa
Levantamento mostra que maioria considera o gás de cozinha essencial para as famílias, a economia e a segurança alimentar
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Sindigás, aponta que 93% dos brasileiros são favoráveis a políticas públicas de auxílio para que famílias de baixa renda possam comprar botijões de gás. O índice chega a 95% entre as classes C, D e E e a 91% nas classes A e B.
O levantamento também mostra a percepção de que o GLP vai além do uso doméstico. Para 88% dos entrevistados, o gás de cozinha ajuda o Brasil a funcionar diariamente, enquanto 86% consideram o produto muito importante para a economia.
A cadeia de produção de alimentos é o setor em que o uso do GLP é mais conhecido: 96% afirmam conhecer alguma aplicação. Na indústria, o índice é de 92%; na saúde, 68%; e no agronegócio, 66%.
No ambiente doméstico, 90% dizem que o gás contribui para uma alimentação adequada e 88% o consideram parte da segurança alimentar do país. Outros 85% avaliam que famílias sem condições de comprar um botijão podem acabar recorrendo a alternativas menos seguras, como lenha e carvão.
A ampliação do acesso ao GLP ganhou destaque com o programa Gás do Povo, instituído pela Lei nº 15.348/2026. A iniciativa prevê atender 17 milhões de famílias com renda per capita mensal de até meio salário mínimo, três vezes o número de beneficiários do antigo Auxílio Gás.
O governo estimava um custo de R$ 5,1 bilhões para o programa em 2026, mas destinou outros R$ 300 milhões após a alta do petróleo e os impactos da guerra no Oriente sobre os preços. Cerca de 20% do GLP consumido no Brasil é importado.
A segurança aparece como o principal critério na escolha de um botijão para 94% dos brasileiros, superando até mesmo o preço. A garantia da quantidade correta de gás é considerada muito importante por 92%, enquanto 91% destacam a qualidade do produto.
Além disso, 89% preferem que políticas voltadas às famílias de baixa renda contemplem botijões de empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente.
“Quando 89% defendem que políticas de acesso priorizem botijões de empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente, fica claro que ampliar o acesso e preservar a segurança precisam andar juntos”, afirmou o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello.
Realizada de forma online, a pesquisa ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam gás de cozinha, seja de botijão ou encanado. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.